PROJETO SAE AERODESIGN

"O projeto SAE AeroDesign é um desafio lançado aos estudantes de Engenharia cujo principal objetivo é propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e de conhecimento de Engenharia Aeronáutica, através de aplicações práticas e competição entre equipes. Ao participar deste projeto, o aluno se envolve em todas as etapas de um caso real de desenvolvimento de projeto aeronáutico – concepção, projeto detalhado, construção e testes."

 

 Citação da página oficial da SAE Brasil

 

 

 

A COMPETIÇÃO SAE BRASIL AERODESIGN

A competição surgiu nos EUA, em 1986, e passou a ser realizada no Brasil em 1999 pelo ramo brasileiro da SAE. Desde então, o evento cresceu não só em tamanho, mas também em qualidade de projeto e em desafio para as equipes envolvidas. Hoje recebe mais de 2000 pessoas, dentre participantes e visitantes, além de produzir resultados que estão entre os melhores do mundo, uma vez que a regra da competição brasileira é muito técnica quando comparada à competição internacional. Como consequência, os campeões de cada categoria, que se classificam para a etapa mundial, costumam obter destaque e ficar muito bem colocados.

 

ESTRUTURA

A competição se divide em três etapas – relatório, apresentação e voo –, e três classes com objetivos semelhantes, mas focos completamente diferentes. Além de regras que se aplicam a todas as classes,  cada uma possui suas regras específicas, podendo favorecer conhecimentos de eletrônica, eficiência estrutural, eficiência aerodinâmica, etc. A pontuação total é um somatório dos bônus aplicáveis, da competição de voo e da competição de projeto –  relatório e plantas (185 pontos) e apresentação oral (35 pontos).

 

Relatório técnico: É a parte mais importante do projeto. Deve conter todos os cálculos e o que foi levado em consideração para cada decisão de projeto tomada. Para a maioria das equipes, adquirir o conhecimento necessário para escrever um bom relatório é, muitas vezes, um desafio maior do que efetivamente construir ou fazer seu modelo de CAD. Este documento vale a maior parte da nota, independente da classe.

 

Apresentação: Além de ter um bom projeto e domínio sobre o assunto, é importante saber transmitir o conhecimento com clareza. Ao término da apresentação, todas as dúvidas que os juízes possam ter em relação ao projeto devem ter sido esclarecidas.

 

Baterias de Voo: As baterias de voo podem variar em número e regras de acordo com a classe. Em geral, na fase classificatória, as aeronaves devem realizar um voo válido com uma carga mínima estipulada pelo regulamento. Um voo é considerado válido quando realiza a decolagem e aterrissagem sem que ocorram danos permanentes a aeronave.  Em seguida, acontecem as baterias de competição onde o peso carregado é livre, respeitando os limites do regulamento. Para pontuar é necessário realizar voos válidos, que representam em torno de 30% da nota final. Muitas vezes as condições climáticas são determinantes. Aeronaves construídas no limite de sua eficiência estrutural tendem a ter problemas com chuva ou com ventos fortes de través.

 

Classe Advanced: Nesta classe, o principal objetivo é construir uma aeronave de até 3kg que seja capaz de levar o máximo possível de carga, com o limite de 30kg de peso total de decolagem. Além disso, a pontuação de voo leva em consideração os dados adquiridos pela eletrônica embarcada na aeronave e a acuracidade – exatidão da previsão de carga útil. Obtém-se bonificação por tempo de retirada de carga e distância de pouso até a parada.

 

Classe Regular: É a mais competitiva do evento. Os primeiros lugares costumam ser separados por apenas alguns décimos e cada grama de carga faz a diferença. Nesta classe, o regulamento determina um motor e uma área projetada máxima. Este regulamento faz que todos os projetos tenham características semelhantes. A pontuação de voo leva em consideração a carga útil, eficiência estrutural (razão entre a carga paga e o peso vazio), previsão do peso vazio e acuracidade. As bonificações são dadas pela distância de pouso até a parada, tempo de retirada de carga e um fator de confiabilidade que leva em consideração a pontuação das duas melhores baterias da equipe.

 

Classe Micro: Esta classe prioriza a eficiência estrutural, em que a aeronave deve ser a mais leve possível e ser capaz de carregar um volume contendo 43 bolinhas de tênis. Além disso, a aeronave tem que ser desmontável e caber em um volume fixo.

Sendo assim, a pontuação de voo leva em consideração o peso vazio da aeronave, a confiabilidade do projeto (fator que leva em consideração o número de voos completados com sucesso), a acuracidade, além de bonificações por volume da caixa de transporte, tempo de montagem e tempo de retirada de carga.

 

A competição dura 4 dias, sendo o primeiro para as apresentações e para a exposição das aeronaves e os outros três para os voos. A premiação é realizada ao final do quarto dia.

 

 

*Descrição baseada no regulamento referente à competição de 2015.